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Em 1996 a CPTM desativou a Estação Paranapiacaba, passando a oferecer, até 2001, a baldeação em Rio Grande da Serra, nos horários mostrados abaixo. Com o fim da baldeação encerrou-se definitivamente o transporte de passageiros até a vila por este modal.

As fotos que originaram a exposição Trens de Paranapiacaba foram tomadas em 1998. Tinham por objetivo mostrar as locomotivas que circularam ou que ainda circulavam em Paranapiacaba naquela época. Por este motivo não há fotos de arquivos e sim imagens de trens da forma como eles se encontravam nas vias ativas, nos pátios de Paranapiacaba, Luz e Lapa. Desde então muitas locomotivas desapareceram, vendidas como sucata, outras continuam estacionadas e expostas ao tempo, algumas estão abrigadas nos museus e outras poucas continuam operando.

Hoje (2012) há outra razão para se revisitar e ampliar esta esposição: a maior parte das locomotivas fotografadas não existe mais. Os próprios espaços onde estavam estacionadas (como o Museu Funicular), ficaram descaracterizados e/ou desfalcados pela sua ausência. Materiais ferroviários que estavam "guardados", isto é, encostados e expostos ao tempo acabaram, por falta de preservação, deteriorados. Como consequência vem sendo removidos como sucata.

Qual será o fiel da balança em relação ao estado do objeto e o interesse político e econômico que separa o ferro-velho da peça de museu? O fato é que, não querendo esmiuçar demais o problema, de muito desse material rodante resta apenas o registro fotográfico, e agora virtual. A partir desta constatação passa a ser oportuno, quase necessário, incluir também os carros e vagões significativos que se apresentaram ou se apresentam da mesma forma, ou seja, encontraram-se estacionados nestes pátios, envelhecendo, a maior parte destruída e alguns ainda em uso turístico.

Inicialmente a mostra foi apresentada na IV Semana do Ferroviário, em setembro de 1998, em Paranapiacaba. Em seguida permaneceu por cerca de um mês na Estação da Luz, no mesmo ano. Entre 1999 e 2002 esteve exposta na ala ferroviária da ABPF Regional São Paulo, no Memorial do Imigrante. Dali seguiu para o Museu Ferroviário Funicular de Paranapiacaba. Embora a exposição original tenha sido criada com o apoio de muitos colaboradores, há dois deles que foram estratégicos: o fotógrafo Adauto Gonçalves Rodrigues e o engenheiro ferroviário Francisco Mikio Nishizawa.

Graças a iniciativa do fotógrafo Fernando Rebelo, Trens de Paranapiacaba foi atualizada, retocada e transformou-se nesta exposição virtual. Com isso torna-se mais acessível ao público apreciador de trens, da história ferroviária da SPR, da Santos a Jundiaí e da RFFSA.

Marcos Penha da Silva e Fernando Rebelo
Janeiro de 2012


Agradecimentos da primeira mostra:

RRFSA - Divisão do Patrimônio - SP
Maria Inês Dias Mazzoco - Supervisão operacional
Adauto Gonçalves Rodrigues - Assessoria fotográfica
Francisco Mikio Nishizawa - Supervisão tecno-ferroviária
Elias Pereira da Silva - Apoio operacional
Mário Anselmo Ramoska - Segurança operacional
Mário Ricardo Aulicino - Colaboração técnica
Décio Scalabrini - Colaboração técnica

Apoio em editoração e plotagem:
Escritório Julio Abe Wakahara SCL, Haroldo Kinder, Cláudio Wakahara, André Caram

Apoio local
SPR Paranap
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